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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Grande acelerador é reativado à procura da origem da matéria

As operações do acelerador de partículas LHC, do Centro Europeu de Física de Partículas (CERN), voltou a ser acionado após mais de dois meses de parada técnica e, a partir de agora, mais de 5 mil cientistas dão início a etapa decisiva na busca do Bóson de Higgs, a partícula que explicaria a origem da matéria. "Os aceleradores estão sendo reativados, mas os primeiros feixes de prótons não serão injetados no LHC (Grande Acelerador de Hádrons) até meados de março, e as colisões continuarão até o fim deste mês", confirmou nesta sexta-feira à Agência Efe o porta-voz do CERN, James Gillies.

Você Sabia? Veja a evolução da Física de Partículas

A injeção de prótons será feita em um primeiro acelerador menor e mais antigo. Lá as partículas irão adquirindo energia e acelerando-se para passar ao segundo acelerador maior antes de chegar com toda potência (mais de 99,9% da velocidade da luz) ao LHC, explicou um dos responsáveis do centro de controle do grande acelerador, Mirko Pojer. Uma vez que os prótons cheguem ao LHC, a metade deles fará sua trajetória em uma direção e os demais no sentido oposto para começar a colidir no fim de março.

Para que isso ocorra, terão de ter chegado ao ponto ideal de esfriamento dos ímãs supracondutores do LHC, cuja temperatura deverá descer aos 271º C negativos - a temperatura mais baixa conhecida no Universo. Desta forma, a experiência poderá ser retomada corretamente.

No total serão injetados 2,8 mil pacotes de partículas no LHC, com conteúdo de 115 bilhões de prótons cada, que circularão a uma energia de 4 TeV (teraeletronvolts), 0,5 TeV mais do que estava previsto. "A energia da colisão dos prótons equivale ao choque de um grande avião na velocidade de aterrissagem, ou seja, cerca de 150 km/h", comparou Pojer. No entanto, dado ao reduzido tamanho dos prótons, a probabilidade de choque é reduzida, o que explica a necessidade de injetar no acelerador tamanhas quantidades de partículas.

Os milhares de físicos que trabalham no CERN esperam que das colisões entre prótons à energia tão elevada surjam novas partículas cuja existência está apenas na teoria. É o caso do Bóson de Higgs, sobre a qual repousam as bases do modelo padrão da física e que é, por enquanto, a única explicação disponível sobre uma questão tão fundamental como a origem da matéria.

Os responsáveis pelo CERN garantiram que neste ano terão resultados conclusivos sobre a existência ou não de Higgs, da qual os cientistas deste organismo acreditam ter visto sinais durante as medições e análises de dados realizados durante 2011. O LHC, um anel de 27 km de circunferência localizado entre 50 m e 150 m abaixo da terra, conta com quatro detectores. Desses, dois - conhecidos como ATLAS E CMS - estão dedicados a buscar de maneira paralela, mas independente, novas partículas, incluída a de Higgs.

Nos próximos meses nenhuma nova descoberta será anunciada até que uma dessas experiências não alcance um grau de comprovação quase absoluta, disse à Agência Efe o físico Steven Goldfarb, coordenador de divulgação e educação do detector ATLAS. Quando uma experiência tiver êxito, o outro detector servirá para contrastar o resultado e corroborar os dados obtidos.

Goldfarb lembrou que entre 1999 e 2000, em uma experiência conhecida como "Aleph", os cientistas pensaram ter encontrado a partícula de Higgs, mas, outros três experimentos que eram desenvolvidos paralelamente descartaram a descoberta. "Isto é como tirar dados. Pode ocorrer que o mesmo número saia seis vezes seguidas e seria emocionante, mas existe uma probabilidade estatística que isto ocorra, e ali mora a armadilha", comentou.

A mesma opinião tem a cientista espanhola Silva Goy, quem trabalha no detector CMS e assinalou que o observado até agora pode ser "oscilação estatística", e que o desafio é chegar a um nível de probabilidade que permita eliminar esse risco.

Com o valor de energia que será utilizada neste ano, o volume de dados obtidos chegará aos 15 femtobarn inverso (Fv-1), considerada suficiente para alcançar um resultado final. Espera-se que até a próxima grande conferência de física, no início de julho na Austrália, já tenham sido reunidos tanto dados quanto em todo o ano de 2011 e se possam apresentar resultados significativos para a comunidade científica.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Minha Opinião

Eu sempre gostei de foguetes,mas nunca pensei que tivesse um Centro Espacial em Kurú, na Guiana Francesa,ja que tem um meus parabens Guiana Francesa por esta evoluindo cientificamente!

Novo pequeno foguete europeu Vega é lançado pela primeira vez


O novo pequeno foguete europeu Vega foi lançado nesta segunda-feira, às 8h (horário de Brasília) do Centro Espacial de Kurú, na Guiana Francesa, em um voo inaugural que colocou em órbita nove satélites científicos ao término de apenas 81 min, informou um correspondente da AFP. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que transmitiu este lançamento inaugural em seu site, o voo VV01 ocorreu normalmente e cada uma das etapas de combustível sólido se separou sucessivamente, como o previsto.

Confira a evolução dos foguetes espaciais

"A trajetória é normal, e a pilotagem é tranquila", repetiam os especialistas ao comprovar que a nave respeitava as previsões dos cientistas. Levando em conta o caráter arriscado da missão de "qualificação", a comemoração do lançamento - traduzida em aplausos, abraços e polegares levantados - não chegou à sala até que a nave terminou de lançar sua carga útil. "Já não há nenhum satélite europeu que não possa ser posto em órbita por um serviço de lançamento europeu", assinalou então o diretor-geral da ESA, Jean-Jacques Dordain.

"É um grande dia para a ESA, para seus Estados-membros, para a indústria Europeia, para Arianespace e, em particular, para a Itália - onde nasceu o Vega", acrescentou.

Este lançador tem 30 m de altura, 137 t de peso e US$ 942 milhões de investimentos. De acordo com a Agência Efe, os cientistas, que insistiam em dizer que este voo inaugural tinha um caráter experimental, temiam que o Vega repetisse o desastre do dia 5 de junho de 1996, quando o Ariane 5 explodiu um minuto após abandonar a plataforma de lançamento.

Viabilizado pela Agência Espacial Italiana e com apoio da França, Bélgica, Espanha, Holanda, Suécia e Suíça, a principal missão do Vega era comprovar se o mesmo se mostrava seguro, confiável e eficaz. Com o sucesso de sua primeira missão, o lançador passará a ser uma opção viável para mais de 30 satélites que se ajustam a suas capacidades e que anualmente são postos em órbita com um preço de US$ 42 milhões por decolagem. O Vega completa assim a série de lançadores europeus, que também inclui o Ariane 5, para cargas pesadas, e aos russos Soyuz, usados para cargas intermédias.

Erosão do solo eleva ameaça do aquecimento global, alerta ONU

O aquecimento global ficará pior à medida que a agricultura acelerar a taxa de erosão do solo, reduzindo a quantidade de carbono que o solo é capaz de armazenar, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta segunda-feira.

O solo contém quantidades enormes de carbono na forma de matéria orgânica, que fornece os nutrientes para o crescimento das plantas e melhora a fertilidade da terra e o movimento da água. A faixa mais superficial do solo sozinha armazena cerca de 2,2 trilhões de t de carbono - três vezes mais que o nível atualmente contido na atmosfera, informou o Livro do Ano 2012 do Pnuma.

"O carbono do solo é facilmente perdido, mas difícil de ser reposto", diz o relatório. "Os estoques de carbono no solo são altamente vulneráveis às atividades humanas. Eles diminuem de forma significativa (e em geral rapidamente) em resposta às mudanças na cobertura do solo e no uso da terra, tais como desmatamento, desenvolvimento urbano e o aumento das culturas, e como resultado de práticas agrícolas e florestais insustentáveis.

Tais atividades podem decompor a matéria orgânica. Quando isso ocorre, parte do carbono é convertido em dióxido de carbono - gás do efeito estufa que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global - e ele é perdido do solo.

Cerca de 24% das terras do planeta já sofreram declínio na saúde e na produtividade ao longo dos últimos 25 anos em razão do uso insustentável do solo, disse o Pnuma. Desde o século 19, aproximadamente 60% do carbono armazenado nos solos e na vegetação foi perdido como resultado das mudanças no uso da terra, tais como limpar a terra para a agricultura e para as cidades.

À medida que a demanda global por alimentos, água e energia aumente drasticamente, como se prevê, o solo ficará sob uma pressão cada vez maior.

Minha Opinião

Eu sempre acreditei que alguem ia fazer um manismo que possa enteder alguma doença.
Agora foi criado essse mecanismo que pode entender o alzheimer.
Parabens cientistas Argentinos

Argentinos descobrem mecanismo que ajuda a entender Alzheimer

Cientistas argentinos descobriram um mecanismo que fornece novos dados sobre o funcionamento da comunicação entre neurônios, o que pode ajudar a compreender doenças como o mal de Alzheimer, afirmaram nesta segunda-feira à agência EFE os responsáveis pelo estudo.

Trata-se de um mecanismo fundamental para a formação, fortalecimento e funcionamento das sinapses, ou seja, os pontos de comunicação entre os neurônios, explicou a Agência de Ciência e Técnica do Instituto Leloir, onde a pesquisa foi desenvolvida.

A equipe identificou neste processo de comunicação pacotes de ARN mensageiro (responsável pela transferência de informação do DNA) temporariamente inativos, denominados "focos de silenciamento de mensageiros", explicou Graciela Boccaccio, chefe do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Leloir.

Com a formação desses pacotes, o ARN mensageiro não pode cumprir sua função, que permite consolidar a comunicação entre neurônios para memória e aprendizagem. Os cientistas também identificaram neste processo a proteína Smaug 1, que, quando bloqueada, produz um defeito sináptico grave e os neurônios não se desenvolvem completamente, de acordo com o estudo.

"Esses defeitos são muito similares aos observados em várias doenças neurodegenerativas", disse Boccaccio. Para a pesquisadora, o estudo dá uma luz sobre como funciona a sinapse e pode ajudar a criar novos caminhos para entender doenças como o mal de Alzheimer e a esclerose.

Durante o trabalho, publicado na revista The Journal of Cell Biology, os cientistas analisaram, em roedores, neurônios do hipocampo, região do cérebro associada aos aspectos cognitivos

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Testes em animais revelam que neurônios não reduzem com idade

Um estudo em preás realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que, diferentemente do que se imaginava, animais idosos não sofrem redução do número de neurônios do sistema nervoso autônomo periférico - a parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo e fora do cérebro. As informações são da Agência Fapesp.

Esta pesquisa, publicada no International Journal of Developmental Neuroscience, se soma a uma série de trabalhos já feitos pelos cientistas que reforçam a tese de que os animais idosos não sofrem necessariamente redução do número de neurônios. "Além disso, o trabalho teve o mérito de observar neurônios se dividindo em animais idosos - algo que há alguns anos era considerado impossível na literatura médica", disse Antonio Augusto Coppi, supervisor do trabalho.

De acordo com Coppi, já é possível afirmar que o envelhecimento não corresponde necessariamente a uma condenação à perda de células nervosas. Essa perda, segundo ele, era um dogma da neurociência há algumas décadas.

"De 1954 a 1984, vários trabalhos indicavam que havia perda de neurônios durante o envelhecimento. Mas atribuímos essa conclusão ao método bidimensional utilizado na época para quantificar as células nervosas. A partir de 1984, quando um grupo da Dinamarca publicou o primeiro trabalho utilizando o método de estereologia em três dimensões chamado de 'Disector', a contagem de células em geral passou a ser muito mais acurada e precisa", explicou.

Desde então, a comunidade científica internacional começou a refazer os trabalhos realizados nas décadas anteriores, com resultados mais acurados, mas os estudos em geral são voltados para o sistema nervoso central. Os trabalhos realizados na USP são voltados especificamente a neurônios do sistema autônomo periférico, procurando confirmar as conclusões dos demais estudos realizados no cérebro.

"Iniciamos essa linha de pesquisa em 2002 e esse é o sétimo trabalho internacional que publicamos sobre o tema. Estamos confirmando por meio desses estudos que o número de neurônios do sistema nervoso periférico não diminui necessariamente durante o envelhecimento - na maior parte das vezes se mantém estável", afirmou Coppi, que orientou a dissertação de mestrado de Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd, autora do estudo.

Divisão celular
O grupo já realizou estudos com ratos, cobaias, cavalos, cães, gatos, capivaras, pacas, cutias e, agora, preás - incluindo estudos com modelos de doença de Parkinson e de doença de Huntington. No caso dos preás, aos três anos e meio os animais são considerados idosos.

"Por meio dos métodos imuno-histoquímicos associados à estereologia, pudemos detectar neurônios uninucleados e binucleados em pleno processo de divisão em animais idosos. Nossa hipótese é que o número de células nervosas que se dividem é maior que o número de neurônios que morrem e isso permite que o número total de neurônios permaneça estável", explicou o professor.

Em meio aos muitos modelos animais estudados pelo grupo nos últimos dez anos, só uma exceção foi registrada: as cobaias. "No caso das cobaias tivemos uma redução de 21% no número total de neurônios entre os animais idosos. Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%", afirmou.

Apesar da exceção, o conjunto dos estudos mostra que a tendência na velhice é uma estabilidade ou aumento do número total de neurônios. "Esse dado por si só quebra o dogma de que o número de neurônios deveria necessariamente diminuir."

O diferencial do estudo com os preás, segundo Coppi, é que pela primeira vez foram observados neurônios do sistema nervoso autônomo em pleno processo de divisão celular. "Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos", indicou.